A história de trapezistas do início do século XX é revisitada pela artista Carolina Cony no projeto Ilustre desconhecido. Por meio de fotografias antigas e outros registros de artistas circenses, o projeto faz uma investigação histórica sobre a importante presença de mulheres trapezistas nos circos das Américas e da Europa naquele período.
A dramaturgia de Ilustre desconhecido, contemplado pelo “Rumos Itaú Cultural 2023-2024”, foi desenvolvida também a partir de entrevistas e de material coletado com os familiares dos artistas e no Centro de Memória do Circo, em São Paulo. O intuito foi construir uma atmosfera cênica que propusesse um diálogo entre o imaginário circense mais antigo e o atual.
Ilustre desconhecido
terça 8 de abril de 2025
às 19h30
[duração aproximada: 40 minutos]
50 lugares
[classificação indicativa: livre, segundo autodefinição]
Teatro Municipal Carlos Gomes | Praça Tiradentes, s/n° – Centro, Rio de Janeiro/RJ
FICHA TÉCNICA
Idealização, pesquisa e atuação: Carolina Cony
Direção: Raquel Karro
Produção: Adelly Costantini
Figurino: Raquel Theo
Trilha sonora: Pitter Rocha
Preparação corporal: Guilherme Mattos
Carolina Cony é artista formada em dança pela Faculdade Angel Vianna, mestra em educação pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e doutoranda em artes da cena na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atuou nos espetáculos A primeira cena de um filme, com Adelly Costantini e direção de Renato Linhares; e Mão – translação da casa pela paisagem, com direção de Renato Linhares. Dirigiu Circo strada, no qual também atuou; Caos – fragmentos poéticos do cotidiano, com a malabarista Painé Santamaria; e Sobretudo, do malabarista Emerson Noise; além de ter criado o solo Retratos, com direção de Cristina Moura. Foi integrante do grupo de circo Intrépida Trupe.
Raquel Karro é atriz, diretora e coreógrafa. Formada em dança pela Faculdade Angel Vianna e em circo pela Escola Nacional do Rio de Janeiro, possui mestrado em artes da cena pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No teatro, atuou em Penelopeia – uma palestra-dançada, espetáculo solo de sua autoria. No audiovisual, atuou na série Todo dia a mesma noite, da Netflix; na novela Amor perfeito, da Rede Globo; e no filme Pendular, de Julia Murat (vencedor do Prêmio da Crítica no Festival de Berlim de 2017), entre outros trabalhos. Como dramaturga e coreógrafa, assinou espetáculos de circo nos quais teatro, dança e circo se sobrepõem, como O que me toca é meu também, Porumtriz e Consolo. Integrou a Intrépida Trupe e a Armazém Cia. de Teatro, do Rio de Janeiro. Foi trapezista da companhia Cirque du Soleil no espetáculo Varekai.
Adelly Costantini é multiartista e produtora cultural há 20 anos. Criou, atuou e produziu espetáculos de circo como Mão, onde eu guardo um sonho e A primeira cena de um filme, com participação em importantes festivais. Foi preparadora corporal no espetáculo Fábrica de nuvem – pelo qual recebeu o Prêmio do Centro Brasileiro de Teatro para a Infância e Juventude (CBTIJ), em 2024 – e na novela Cara e coragem, da Rede Globo. Conduz projetos formativos em circo (Laboratório Aéreo) e em produção cultural. É criadora do Festival Rio no Ar.
Raquel Theo é diretora de arte, figurinista, cenógrafa e produtora. Em mais de 24 anos de atuação, já criou, coordenou e produziu diversos projetos culturais, como espetáculos de teatro, dança e circo, videoclipes e shows musicais. Ganhou o Prêmio Maestro Guerra-Peixe de 2011 pela direção de arte do espetáculo Depois da chuva; o reconhecimento especial do júri no Prêmio Argila do Audiovisual Petropolitano, em 2022; o Prêmio Pecinha É a Vovozinha pelo cenário de Emaranhada, em 2022; e o 13° Prêmio Maestro Guerra-Peixe, com o curta Lendas do Rio São Francisco para crianças, em 2023. Desde 2013, ministra aulas de figurino no projeto Oficina Prática de Figurino com Raquel Theo.
Pitter Rocha é guitarrista, compositor, educador, produtor e pesquisador. Doutorando em música na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), investiga artisticamente as relações conceituais, técnicas e ficcionais do som pela lente do afrofuturismo. Em suas produções autorais, composições e performances, explora materiais sonoros pré-gravados, processamento de som em tempo real, guitarra elétrica e pedais de efeitos. Participou de diversos festivais e exposições no Brasil e no exterior com trabalhos solo e colaborações com artistas de artes visuais, circo, vídeo e dança. Ministra oficinas de música, criação e história da música.
Guilherme Mattos é professor e artista da área do corpo em cena. Dirigiu Questão Humana; fez preparação de elenco e direção de movimento de A convivência é uma ilha; dirigiu Tantas Mulheres; participou da criação, concepção e atuação da performance Cartas ao Mar, junto a Fernando Codeço); foi diretor de movimento de A menina com o buraco na mão; foi assistente de direção e circulação, assim como elenco, em Vai e vem; entre outros trabalhos. Além disso, dá aulas e é o diretor idealizador da Casa 69 (RJ).