O ||entre|| arte e acesso é um programa do Itaú Cultural (IC) que enaltece a cultura def e a arte produzida por pessoas com deficiência.
Por meio de um edital, o programa organiza mentorias, apoia financeiramente e dá visibilidade a trabalhos artísticos e/ou pesquisas em arte, ainda não iniciados ou em fase de desenvolvimento, realizados por artistas e pesquisadores com deficiência. Além disso, resulta em uma mostra, que reúne diversas linguagens artísticas e debates.
O evento anual é organizado desde 2015 e, nesta edição, acontece de 10 a 13 de abril e lança seu olhar para artistas da Região Norte do Brasil. Os espetáculos serão precedidos por uma cena de abertura e, em alguns, há um bate-papo.
Confira a programação do evento a seguir.
Parece que eu não tenho autorização para estar aqui
Uma conferencista apresenta suas ideias para o mundo. Vendo-as esgotadas, ela se percebe na situação de uma ursa vegana que pratica ioga. Um chamado da mãe da atriz interrompe a história, e outras precisam ser contadas.
Ficha técnica:
Atuação e dramaturgia: Mariellen Kuma
Direção: Dimas Mendonça
Sonoplastia e eliminação: Dante Abner
Figurino: Wendy Lady Oha
Máscara: Nonato Tavares e Chico Kaboclo
Produção executiva: Mayara Cabral.
Birita: procura-se
Birita é uma palhaça (d)eficiente que, para (sobre)viver e pagar as contas, parte em busca de um emprego, desafiando (seus) limites para exercer alguma função importante em sociedade. Como qualquer mortal, ela tem um sonho e uma meta, mas será que está preparada para lidar com as frustrações que encontrará em seu caminho? Birita tem limitações reais ou impostas pela sociedade?
Ficha técnica:
Atriz/Palhaça: Ariadne Antico
Direção: Esio Magalhães
Técnico geral criação e operação de luz: Renato Junior
Operação de som: Flávio Dantas Silva
Cenotécnica: Diogo Cábuli
Produção Executiva: Cotidiana Produções Ltda
Cena de abertura Parece que eu não tenho autorização para estar aqui
Espetáculo Birita: procura-se [com interpretação em Libras, legenda e audiodescrição]
Bate-papo mediado por Claudio Rubino
quinta 10 de abril de 2025
às 20h
[duração aproximada: 10 minutos de cena de abertura; 50 minutos de espetáculo; 40 minutos de bate-papo]
Sala Itaú Cultural – 224 lugares
[classificação indicativa: livre para a cena de abertura; 10 anos para o espetáculo]
Reserve seu ingresso [a partir das 12h do dia 8 de abril, até esgotar].
Flores do caos
Como forma de explorar a poesia, Macagi propõe múltiplas linguagens, como declamação, performance, música, audiovisual e interpretação em língua brasileira de sinais (Libras).
Ficha técnica:
Concepção e atuação: Cláudio Macagi
Deffuturismo
Uma dança-manifesto que reivindica uma futuridade diversa, aleijada, quando nossos corpos construirão outras tendências e entendimentos. O trabalho provoca o público com uma atmosfera caótica, do texto ao figurino, que altera a espacialidade e os movimentos em uma dança ritualística com paisagens sonoras apocalípticas. Corporalidades de corpo-natureza que não privilegiam estruturas verticais e lineares, mas o desnivelamento, a lentidão, o contratempo, as curvas e espessuras diversas do existir ou não de membros. Não pisamos, não andamos com patas ou pernas. Somos seres que se movem como podem e querem. Neste lugar impossível, resistiram ao que a antiga humanidade tratou como resto, lixo ou deficiente. Agora, os mecanismos serão outros, não há caminhos, há rastejares amparados em mecânicas e mecanismos antibípedes, contra-hegemônicos, indiferentes ao padrão que as culturas criaram. O futuro é torto e não admite normas e normatividades. O futuro é def.
Ficha técnica:
Concepção, interpretação, dança e texto: João Paulo Lima
Trilha musical: Kerensky Barata
Figurino e produção: Claudio Rubino
Cena de abertura Flores do caos
Espetáculo Deffuturismo [com interpretação em Libras, legenda e audiodescrição]
Bate-papo mediado por Giovanni Venturini
sexta 11 de abril de 2025
às 20h
[duração aproximada: 10 minutos de cena de abertura; 40 minutos de espetáculo; 40 minutos de bate-papo]
Sala Itaú Cultural – 224 lugares
[classificação indicativa: livre]
Reserve seu ingresso [a partir das 12h do dia 8 de abril, até esgotar].
Por um teatro atípico
Um teatro atípico se fez necessário para que as condições atípicas do cotidiano pudessem se desdobrar em uma poesia original. Fomentando outras formas de ser e estar em cena, a peça exige da direção e da atriz uma reformulação da própria noção de teatro e de ensaio.
Autorretrato com Frida(z) e flores ou garatujas de uma mãe atípica
A peça é um diálogo sobre arte, cotidiano e bem-viver, o autorretrato de uma mãe atípica cujas garatujas revelam a trajetória em espiral de contradições entre tipicidade e atipicidade. Em um relicário de recordações, a atriz Ruth Melchior convida o público para um encontro com duas Fridas, a pintora mexicana Frida Kahlo e sua filha, Frida Melchior, a partir de questões tensionadas socialmente pelo universo feminino, neurodiverso e PCD.
Com direção de Renata Adrianna e Thiago Reis Vasconcelos, o espetáculo é um autorretrato das questões vividas por Ruth Melchior, atriz, mãe solo e atípica, integrante de uma coletividade teatral e militante feminista pelas causas da maternagem. Em cena, ela propõe um diálogo sobre as jornadas de aprendizagem, afeto e luta que viveu nos últimos anos, decorrentes de grandes alterações no seu cotidiano com o nascimento de sua filha e o convívio com a rara síndrome de Coats plus.
Ficha técnica:
Em cena: Ruth Melchior
Direção: Renata Adrianna e Thiago Reis Vasconcelos
Dramaturgia: Ana Souto, Ruth Melchior e Thiago Reis Vasconcelos
Preparadora Corporal: Fernanda Haucke
Preparadora Performática: Jocarla Gomes
Direção de Arte: Cassio Brasil
Figurinista: Daniela Carvalho
Pintura e Desenhos Figurino: Olga Carolina
florAÇÃO 01, o desabrochar da flor que pulsa vida: Jocarla Gomes
Desenho de Luz: Alessandra Queiroz
Equipe Técnica: Gabriela Jennifer e Gustavo A. Amat
Fotografia: Gustavo A. Amat e Rafael Mafra
Trilha Sonora Original: Lucas Vasconcelos
Narração e Consultoria Científica: Bruno Miotto
Arte Visual: Flávia Ulhôa
Captação Audiovisual: Gustavo A. Amat e Renata Adrianna
Edição Audiovisual: Renata Adrianna
Produção: Alessandra Queiroz, Flávia Ulhôa e Zernesto Pessoa (Araribá Produções)
Realização: Companhia Antropofágica
Cena de abertura Por um teatro atípico
Espetáculo Autorretrato com Frida(z) e flores ou garatujas de uma mãe atípica [com interpretação em Libras, legenda e audiodescrição]
Bate-papo mediado por integrantes da Cia Antropofágica
sábado 12 de abril de 2025
às 16h
[duração aproximada: 10 minutos de cena de abertura; 40 minutos de espetáculo]
Sala Vermelha – 70 lugares
[classificação indicativa: 12 anos]
Reserve seu ingresso [a partir das 12h do dia 8 de abril, até esgotar]
Zoom
Com o intuito de promover um espaço sensorial e provocar uma discussão sobre acessibilidades metodológicas para dança na perspectiva da baixa visão, Socorro Lima construiu um processo coreográfico interativo, partindo da sua trajetória como artista e pesquisadora def em Belém do Pará. O público é convidado a enxergar os caminhos da dança e da arte de forma inclusiva e acessível.
Ficha técnica:
Intérprete-criadora: Socorro Lima
Direção coreográfica: Marina Mota
Audiodescrição: Marina Mota
Consultoria em audiodescrição: Elaine Medeiros
Cenografia e iluminação: Socorro Lima
Fotografia: Matheus Sousa
Figurino: Marco Antonio Mabac
Trilha sonora: Arthur da Silva
Corpo, preto, surdo: nós estamos aqui
Uma produção teatral que aborda a experiência de pessoas surdas e ouvintes negras, explorando questões de identidade, representatividade e resistência. Por meio de uma combinação de performance física, língua de sinais e outros recursos cênicos, o espetáculo busca ampliar a visibilidade e a compreensão das histórias e lutas das pessoas surdas e ouvintes negras. Além disso, promove um espaço de reflexão sobre a inclusão e a diversidade dentro e fora das artes, convidando o público a reconhecer e valorizar a riqueza das experiências plurais.
Ficha técnica:
Espetáculo: Corpo, Preto, Surdo: Nós Estamos Aqui
Direção: Carlandreia Ribeiro
Direção de texto em Libras: Dinalva Andrade
Texto: Carlandreia Ribeiro e Marcos Andrade
Elenco: Jaqueline Gonçalves e Marcos Andrade
Voz off: Carlandreia Ribeiro
Cenografia: Jacko Nascimento
Figurino: Anderson Ferreira
Iluminação: Veec Santos
Coreografia: Marcos Andrade
Operação de Som: Mateus Souza
Apoio Cultural: Galpão Cine Horto
Cena de abertura Zoom
Espetáculo Corpo, preto, surdo: nós estamos aqui [com interpretação em Libras, legenda e audiodescrição]
Bate-papo mediado por Léo Castilho
sábado 12 de abril de 2025
às 20h
[duração aproximada: 10 minutos de cena de abertura; 50 minutos de espetáculo; 40 minutos de bate-papo]
Sala Itaú Cultural – 224 lugares
[classificação indicativa: livre]
Reserve seu ingresso [a partir das 12h do dia 8 de abril, até esgotar]
Anga Ibi
A poética Anga Ibi é uma força poderosa que se manifesta através do espírito da terra, é um vento impetuoso que traz consigo a energia vital da natureza. Surge como um bálsamo para as cicatrizes abertas na Mãe Terra, causadas pela voracidade e pelo egoísmo do homem. Essa força sagrada clama pela consciência ambiental e pela preservação da vida em todas as suas formas, ecoando o lamento dos povos indígenas, que veem suas tradições e seus territórios ameaçados.
Ficha técnica:
Audiovisual e fotografia: Junio Clever
Figurino: Jucilene Alves
Ator: Rubens Santa Brigia
Bailarino e dramaturgo: Carlos Dergan
Maquiagem: Stella Mendes
Rotação
Uma peça sobre perspectivas variadas de encontro. Os artistas Giovanni Venturini e Lívea Castro criam situações que emergem da ação de perspectivar corpos, coisas e público, oferecendo encontros que multiplicam modos de estar junto. No jogo da cena, estão questões sobre profundidade, altura, linha, ângulo, distância, tridimensionalidade, convergências e divergências.
São encontros que criam pontos de vista variados, em um circuito energético que atravessa o espaço, o tempo e as presenças. As dezenas de escadas que acompanham os atores em cena proporcionam variações escalonadas e diversas sobre ser, estar, olhar, viver e se relacionar, investigando a potência das diferenças entre os corpos.
Com direção de Fernando de Proença, a peça também une teatro e dança para expandir e tensionar a aliança entre corpos e convida o público a viver e seguir até o fim.
Ficha técnica:
Artistas Criadores e Idealizadores: Giovanni Venturini e Lívea Castro
Direção: Fernando de Proença
Dramaturgia: Bobby Baq, Fernando de Proença, Giovanni Venturini e Lívea Castro
Desenho de Luz: Wagner Côrrea
Trilha Sonora e Desenho de Som: Lilian Nakahodo
Figurino: Luan Valloto
Interlocução de Movimento: Mário Lopes
Preparação Vocal: Jessie Rolim
Interlocução em Descrição: Manoel Negraes
Operação de Luz: Semy Monastier
Operação de Som: Machison Abreu
Design Gráfico e Identidade Visual: Daniel Minchoni
Fotografia: Elenize Dezgeniski
Videografia: Lidia Ueta
Direção de Produção: Cindy Napoli
Produção temporada de estreia: Pomeiro Gestão Cultural
Cena de abertura Anga Ibi
Espetáculo Rotação [com interpretação em Libras, legenda e audiodescrição]
Bate-papo mediado por João Paulo Lima
domingo 13 de abril de 2025
às 19h
[duração aproximada: 10 minutos de cena de abertura; 40 minutos de espetáculo; 40 minutos de bate-papo]
Sala Itaú Cultural – 224 lugares
[classificação indicativa: livre]
Reserve seu ingresso [a partir das 12h do dia 8 de abril, até esgotar]